Telmo Móia
This paper discusses the use of argumental prepositions, mainly de 'of' and sobre 'about', before subordinate interrogative clauses, used as complements, examining the tendency – discussed in the literature – to suppress them. Three different types of interrogatives will be considered: yes-no questions, wh-questions headed by an interrogative morpheme, and wh-questions headed by a preposition. These constructions represent an unstable area in the (neutral or formal) written registers of contemporary European Portuguese, with no universal consensus among speakers as to the full acceptance of some combinations. Starting with discussions in the literature, the issue will be reassessed with corpus data (mainly) from Portuguese newspaper texts. The analysis considers predominantly stylistic issues, since there seems to be no strict ungrammaticality in any of the major combinations surveyed, although some are infrequently used (and perhaps actively avoided) in the mentioned written registers, while being very frequent in more informal oral registers
Este artigo discute a utilização de preposições argumentais, principalmente de e sobre, antes de orações interrogativas subordinadas com a função de complemento, examinando a tendência, discutida na literatura, para a sua supressão. São considerados três tipos de orações: interrogativas polares, interrogativas-Q com constituintes interrogativos não preposicionados e interrogativas-Q com constituintes interrogativos preposicionados. Trata-se de uma área crítica no registo escrito – neutro ou formal – do português europeu contemporâneo, sem consenso universal entre os falantes quanto à plena aceitação de algumas combinações. Partindo das discussões na literatura, a questão será reavaliada com a consideração de dados (principalmente) de texto jornalístico português. A análise envolve na essência questões que podem ser consideradas do plano estilístico, já que não parece haver estrita agramaticalidade em nenhuma das grandes combinações em apreço, sendo algumas das menos usadas (e porventura evitadas no registo em causa) extremamente comuns em registos orais mais informais.