Laura Colombo
En este trabajo propongo, desde un enfoque narrativo de la investigación, una exploración autoetnográfica con foco en las prácticas plurilingües que marcaron y marcan mi aprendizaje de las prácticas letradas asociadas con el ámbito académico y científico. Intento, así, poner en primer plano aquellas experiencias y condiciones que me formaron y siguen formando como escritora poniendo de relieve los recorridos lingüísticos pero también geográficos, investigativos, epistemológicos y disciplinares que entran en tensión a la hora de ejercer los quehaceres relacionados con hacer y escribir ciencia. Antes que brindar respuestas, el objetivo de este escrito es invitar al diálogo para poder ensayar algunas respuestas y seguir generando preguntas que nos ayuden a visibilizar y revalorizar esos espacios intersticiales que, cuando reconfigurados y transitados en cierta forma, pueden ayudan a desafiar concepciones monolíticas y prescriptivas de las lenguas y las ciencias.
In this paper I propose, from a narrative approach to research, an autoethnographic exploration focusing on the plurilingual practices that mark the constant learning of academic literacies. I try, at the same time, to foreground those experiences and conditions that shaped and continue shaping me as a writer, trying to highlight the linguistic but also geographical, research, epistemological and disciplinary paths that come into tension when enacting those practices related to doing and writing science. Rather than providing answers, the aim of this paper is to try out some answers and continue to generate questions that help us to make visible and revalue those interstitial spaces that, when reconfigured and transited in a certain way, can help to challenge monolithic and prescriptive conceptions of languages and sciences.
Neste artigo, proponho, a partir de uma abordagem narrativa da pesquisa, uma exploração autoetnográfica com foco nas práticas translinguísticas que marcam o aprendizado constante das práticas letradas associadas à esfera acadêmica e científica. Ao mesmo tempo, tento colocar em primeiro plano as experiências e condições que me formaram e continuam a me formar como escritor, tentando destacar as jornadas linguísticas, mas também geográficas, de pesquisa, epistemológicas e disciplinares que entram em tensão ao exercer as tarefas relacionadas a fazer e escrever ciência. Em vez de fornecer respostas, o objetivo deste artigo é convidar ao diálogo a fim de experimentar algumas respostas e continuar a gerar perguntas que nos ajudem a tornar visíveis e revalorizar esses espaços intersticiais que, quando reconfigurados e transitados de certa forma, podem ajudar a desafiar concepções monolíticas e prescritivas de idiomas e ciências.