La revisión crítica de normas de escritura del discurso académico tiene un desarrollo particular en comunidades de producción de conocimiento ligado a prácticas artísticas. Revistas especializadas en investigación artística regulan la escritura que deberían desplegar para incorporarse sin alienación a las publicaciones indizadas. Desde una perspectiva glotopolítica amplia, este trabajo analiza representaciones sociales de la escritura en discursos destacados de las polémicas europeas sobre la investigación artística, particularmente relevantes por sus políticas globalizantes. Nos detenemos, a modo de contextualización, en el Manifesto of Artistic Research (2020), breve libro representativo de un posicionamiento con el que discute el Journal of Artistic Research, revista especializada con revisión por pares respaldada por una alianza transnacional de instituciones vinculadas con las artes. El artículo se concentra en las pautas para autores y los editoriales de los 34 números publicados por JAR entre 2011 y 2024 con el objetivo de describir sus intervenciones en la regulación tradicional del artículo académico. El trabajo destaca cómo se argumenta en la revista sobre el género alternativo “exposición de práctica [artística] como investigación” y cómo varían las representaciones sobre la escritura a medida que el proyecto de la revista se consolida.
The critical revision of writing norms of academic discourse has a particular development in communities of knowledge production linked to artistic practices. Journals specialized in artistic research regulate the writing they should deploy in order to be incorporated without alienation to indexed publications. From a broad glottopolitical perspective, this paper analyzes social representations of writing in prominent discourses of European polemics on artistic research, especially relevant because of their globalizing politics. As a way of contextualizing the analysis, we deal with Manifesto of Artistic Research (2020), a brief book representative of a positioning with which Journal of Artistic Research, a peer-reviewed specialized journal supported by a transnational alliance of institutions from arts fields, argues. The article focuses on the guidelines for authors and the editorials of the 34 issues published by JAR between 2011 and 2024. The aim of the paper is to describe JAR interventions in the traditional regulation of the genre journal article. It highlights how JAR argues for the alternative genre “exposition of [artistic] practice as research” and how social representations about writing vary as the journal project becomes established.
A revisão crítica das normas de redação no discurso acadêmico tem um desenvolvimento particular em comunidades de produção de conhecimento ligadas a práticas artísticas. Revistas especializadas em pesquisas artísticas regulam a escrita que devem empregar para serem incorporadas sem alienação às publicações indexadas. De uma perspectiva glotopolítica ampla, este artigo analisa as representações sociais da escrita em discursos proeminentes de polêmicas europeias sobre pesquisa artística, particularmente relevantes para sua política globalizante. Para contextualizar, focamos no Manifesto da Pesquisa Artística (2020), um pequeno livro representativo de uma posição que o Journal of Artistic Research, uma revista revisada por pares apoiada por uma aliança transnacional de instituições artísticas, contesta. O artigo se concentra nas diretrizes para autores e nos editoriais das 34 edições publicadas pelo JAR entre 2011 e 2024, com o objetivo de descrever suas intervenções na regulamentação tradicional do artigo acadêmico. O artigo destaca como a revista defende o gênero alternativo “exposição da prática [artística] como pesquisa” e como as representações da escrita variam à medida que o projeto da revista se consolida.