Os nomes de ‘naturalidade’ apresentam em português uma profusão de sufixos (cf., por exemplo, -ano, -eiro, -ejo, -ense, -ino, em alcochetano, cartaxeiro alcoutenejo, alcobacense, abrantino, de Alcochete, Cartaxo, Alcoutim, Alcobaça e Abrantes), distribuição que, aparentemente, não é previsível, havendo a acrescentar a existência de variantes como alcacerense / salaciano (Alcácer do Sal), ou paivense / paivoto (Castelo de Paiva). O corpus que serve de base à análise é constituído pelas designações dos naturais de todos os concelhos portugueses (278 no continente, 11 na Madeira e 19 nos Açores). No seguimento de Plag (1999), procura-se determinar a rivalidade sufixal nas formações acima exemplificadas, assumindo de antemão que a competição entre processos morfológicos e a existência de alomorfes não é algo de incomum (cf. Bauer 2001: 71). Pretende-se, assim, contribuir para a descrição e uma maior sistematização dos processos de formação de nomes complexos que expressam a ‘naturalidade’.
Denonyms are characterized in Portuguese by a profusion of suffixes (cf., for example, -ano, -eiro, -ejo, -ense, -ino, in alcochetano, cartaxeiro alcoutenejo, alcobacense, abrantino, from Alcochete, Cartaxo, Alcoutim, Alcobaça and Abrantes), a distribution that, apparently, is not predictable, and added to this is the existence of variants such as alcacerense / salaciano (Alcácer do Sal), or paivense / paivoto (Castelo de Paiva). The corpus that supports the analysis is made up of the designations of the natives of all Portuguese municipalities (278 on the mainland, 11 in Madeira and 19 in the Azores). Following Plag (1999), we seek to determine the suffixal rivalry in the formations exemplified above, assuming in advance that the competition between morphological processes and the existence of allomorphs is not something uncommon (Bauer 2001: 71). It is intended, therefore, to contribute to the description and a broader systematization of the word-formation processes of complex names that express 'naturalness'.