Anderson Ricardo Trevisan
, Samuel Antonio Zanesco
This article analyzes the Brazilian short film Afronte (2017) based on the methodological principles of the Sociology of Cinema, in dialogue with gender studies, with an emphasis on Black masculinities. The documentary features VH, a young Black homosexual man and student at the University of Brasília, as its main character. Throughout the narrative, he engages in conversations with other Black gay men, reflecting on their personal experiences within a context marked by the hegemony of whiteness. Through an intersectional approach, the film explores themes such as gender performance, religiosity, music, dance, youth, love, and sexuality, highlighting forms of resistance through the collective construction of affect—especially within the group Afrobixas.
O presente artigo analisa o curta-metragem brasileiro Afronte (2017) a partir dos pressupostos metodológicos da Sociologia do Cinema, em diálogo com os estudos de gênero, com ênfase nas masculinidades negras. O filme, de natureza documental, tem como protagonista VH, jovem negro, homossexual e estudante da Universidade de Brasília. Ao longo da narrativa, ele estabelece diálogos com outros homens negros e gays, refletindo sobre suas vivências pessoais em um contexto atravessado pela hegemonia da branquitude. A partir de uma abordagem interseccional, o curta articula temas como performance de gênero, religiosidade, música, dança, juventude, amor e sexualidade, apontando para formas de resistência por meio construção coletiva de afetos, sobretudo no grupo Afrobixas.