Brasil
Colombia
A partir de uma série de casos de literatura infanto-juvenil de autores indígenas brasileiros contemporâneos e de suas parcerias com ilustradores, nesse artigo nos perguntamos por como emerge uma arte da transformação entre imagens, abrindo devires outros da percepção como modos de resistência diante do colapso de mundos que promove o atual regime colonial-capitalístico. O encontro entre práticas literárias e de ilustração apresentam tempos cosmológicos de instabilidade ontológica que afirmam um vitalismo imagético, onde podemos sintonizar e fazer ressoar a literatura indígena com modos de experiência cinematográficos que emergem a partir da arte da transformação ali exercida. Essas práticas artísticas entre a literatura e as artes visuais desdobram um campo intervalar de possibilidades de germens de mundo de imagens vivas. Finalizamos o artigo sublinhando como esta arte da transformação diz de uma cosmopolítica da imagem.
Starting from a series of cases of children's literature by contemporary Brazilian indigenous authors and their partnerships with illustrators, in this article we ask ourselves how an art of transformation between images emerges, opening up other becomings of perception as modes of resistance in the face of the collapse of worlds promoted by the current colonial-capitalist regime. The encounter between literary and illustration practices presents cosmological times of ontological instability that affirm an image vitalism, where we can tune in and make indigenous literature resonate with cinematic modes of experience that emerge from the art of transformation carried out there. And that, in turn, unfolds an interval field of possibilities for the germs of a world of living images. We end the article by emphasizing how this art of transformation concerns a cosmopolitics of the image.
A partir de uma série de casos de literatura infanto-juvenil de autores indígenas brasileiros contemporâneos e de suas parcerias com ilustradores, nesse artigo nos perguntamos por como emerge uma arte da transformação entre imagens, abrindo devires outros da percepção como modos de resistência diante do colapso de mundos que promove o atual regime colonial-capitalístico. O encontro entre práticas literárias e de ilustração apresentam tempos cosmológicos de instabilidade ontológica que afirmam um vitalismo imagético, onde podemos sintonizar e fazer ressoar a literatura indígena com modos de experiência cinematográficos que emergem a partir da arte da transformação ali exercida. Essas práticas artísticas entre a literatura e as artes visuais desdobram um campo intervalar de possibilidades de germens de mundo de imagens vivas. Finalizamos o artigo sublinhando como esta arte da transformação diz de uma cosmopolítica da imagem.