En la manifestación de 2024 en Lisboa, en conmemoración del 25 de abril de 1974, me encontré con un cartel que alude a la fecha, titulado: El 25 de abril nació en África, lo que inspiró este texto, que reflexiona sobre las motivaciones y la preparación del golpe militar, que con el apoyo de las masas populares se convirtió en una revolución.La Revolución de los Claveles del 25 de abril de 1974 tuvo un impacto significativo en varios continentes, especialmente en África. Se argumenta que fue consecuencia de la lucha por la democracia en Portugal y la lucha por la independencia en Angola, Cabo Verde, Guinea-Bissau, Mozambique y Santo Tomé y Príncipe. Esto respalda la tesis de que fue el impacto de una coyuntura revolucionaria, cuyos ecos llevaron a un cambio de régimen, tanto en Portugal como en las colonias donde surgieron los países africanos de habla portuguesa en 1974 y 1975. Por otro lado, desencadenó el colapso del régimen del apartheid en Sudáfrica. Revisando fuentes orales, escritas e iconográficas en archivos mozambiqueños y portugueses, revisité la Revolución de Abril, entrelazando perspectivas de la historia, la literatura, la sociología y la antropología cultural en busca de un rayo de sol de abril en Mozambique, el foco de mi investigación.
Na manifestação de 2024, em Lisboa, comemorando o 25 de abril de 1974, deparei-me com um cartaz alusivo à data, intitulado: O 25 de Abril nasceu em África, que inspirou o presente texto, refletindo sobre as motivações e a preparação do golpe castrense, que com o apoio das massas populares se transformou em Revolução.
A Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974 teve um impacto muito significativo em vários continentes, nomeadamente em África. Defende-se a ideia de que foi consequência da luta pela democracia em Portugal e da luta pela independência em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Defende-se assim, a tese do impacto de uma conjuntura revolucionária, cujos ecos levaram à mudança de regimes, tanto em Portugal como nas Colónias onde nasceram os Países Africanos de língua oficial Portuguesa, nos anos de 1974 e 1975. Por outro lado, fez desencadear o processo do colapso do regime do apartheid na África do Sul.
Revisitando as fontes orais, escritas e iconográficas nos arquivos moçambicanos e portugueses, revisitei a Revolução de Abril, entrecruzando os olhares da História, da Literatura, da Sociologia e da Antropologia cultural em busca de uma réstia do sol de Abril em Moçambique, foco da minha investigação.
At the 2024 demonstration in Lisbon, commemorating April 25, 1974, I came across a poster alluding to the date, entitled: April 25 was born in Africa, which inspired this text, reflecting on the motivations and preparation of the military coup, which with the support of the popular masses became a Revolution.
The Carnation Revolution of April 25, 1974, had a significant impact on several continents, particularly Africa. It is argued that it was a consequence of the struggle for democracy in Portugal and the struggle for independence in Angola, Cape Verde, Guinea-Bissau, Mozambique, and São Tomé and Príncipe. This supports the thesis that it was the impact of a revolutionary conjuncture, the echoes of which led to regime change, both in Portugal and in the colonies where Portuguese-speaking African countries emerged in 1974 and 1975. On the other hand, it triggered the collapse of the apartheid regime in South Africa.
Revisiting oral, written, and iconographic sources in Mozambican and Portuguese archives, I revisited the April Revolution, interweaving perspectives from History, Literature, Sociology, and Cultural Anthropology in search of a ray of April sunshine in Mozambique, the focus of my research.