Aunque la memoria colectiva de la historia de Portugal sobre la Revolución de los Claveles y sus consecuencias esté marcada por el esplendor de los logros de tan glorioso país, existen otras historias subyacentes que han sido silenciadas, es el caso de aquellas que se refieren al «retorno». Estas historias, mantenidas en la esfera privada y convertidas en fantasmas de la memoria, han surgido en la producción literaria con una fuerza catártica que busca reparar el trauma de un sufrimiento que aún perdura. A partir de la novela Os Pretos de Pousaflores (2011), analizaremos el «retorno» de los jóvenes mestizos, posados en un destierro marcado por la imposibilidad de integración debido al racismo. La narrativa ofrece, al lector, la oportunidad de conocer el profundo dolor de los personajes y, a través de la empatía, la posibilidad de integrar al Otro en una nueva identidad curada y reconciliada.
Even though the collective memory of the Portuguese history regarding the Carnation Revolution and its consequences is pointed out due to the splendor of the glorious country deeds, there are other underlying stories that have been silenced, namely those referring to the 'return'. These stories kept in privacy and converted into ghosts of memory, lately, have emerged in literary production with a cathartic force aimed at healing the trauma of a suffering that still endures. In the novel Os Pretos de Pousaflores (2011), we will analyze the 'return' of mixed white and black parents’ children, landed in an exile characterized by the impossibility of integration due to racism. The narrative provides the reader with the opportunity to grasp the deep suffering of the characters and the chance to integrate the Other through empathy into a new healed and reconciled identity.
Ainda que a memória coletiva da história de Portugal sobre a Revolução dos Cravos e as suas consequências esteja marcada pelo esplendor dos feitos de tão glorioso país, existem outras histórias subjacentes que foram silenciadas, é o caso daquelas que se referem ao «retorno». Estas histórias, matidas na esfera privada e convertidas em fantasma da memória, acabaram por surgir na produção literária com uma força catártica que atenta na reparação do trauma de um sofrimento que ainda perdura. A partir do romance Os Pretos de Pousaflores (2011), é analisado o «retorno» dos jovens mestiços, pousados num desterro marcado pela impossibilidade de integração devido ao racismo. A narrativa oferece, ao leitor, a oportunidade de conhecer a dor profunda das personagens e, através da empatia, a possibilidade de integrar o Outro numa nova identidade curada e reconciliada.