Madrid, España
Revolução (2023), de Hugo Gonçalves, ofrece un retrato denso y polifacético de la sociedad portuguesa antes, durante y después de la Revolución de los Claveles del 25 de abril de 1974. Mezclando ficción y memoria, el autor observa los cambios sociales, culturales y familiares que la revolución provocó en la vida cotidiana de los portugueses. Se trata de una reflexión crítica sobre el legado de la Revolución de los Claveles y los desafíos identitarios a los que se enfrenta el Portugal contemporáneo. Ambientada en el turbulento periodo del PREC (Proceso Revolucionario en Curso), la narración sigue a la familia Storm, cuyos miembros representan diferentes reacciones al nuevo contexto político. Esta estructura familiar funciona como metáfora de la fragmentación social surgida tras la revolución. A través de la trayectoria de los protagonistas, divididos entre el recuerdo y el desencanto, la obra propone una lectura del cambio como un proceso individual, colectivo y emocional. Este artículo analiza la obra a la luz del contexto histórico de 1974 y del proceso revolucionario, destacando el papel de la memoria, la narrativa y la transformación interior como motor de una verdadera revolución a partir de las vivencias de una familia portuguesa.
Revolução (2023), by Hugo Gonçalves, offers a dense and multifaceted portrait of Portuguese society before, during and after the Carnation Revolution of 25 April 1974.
Combining fiction and memory, the author observes the social, cultural and familial changes that the revolution brought about in the daily lives of the Portuguese. It's about a critical reflection on the legacy of the Carnation Revolution and the challenges of identity in contemporary Portugal. Set in the turbulent period of PREC (Revolutionary Process in Progress), the narrative follows the Storm family, whose members represent different reactions to the new political context. This family structure functions as a metaphor for the social fragmentation that emerged after the revolution. Through the trajectory of the protagonists divided between memory and disenchantment, the work proposes a reading of change as an individual, collective and emotional process. This article analyses the work in the light of the historical context of 1974 and the revolutionary process, highlighting the role of memory, narrative and inner transformation as the engines of true revolution based on the experiences of a Portuguese family.
A obra Revolução (2023), de Hugo Gonçalves, oferece um retrato denso e multifacetado da sociedade portuguesa antes, durante e após a Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974. Combinando ficção e memória, o autor observa as mudanças sociais, culturais e familiares que a revolução imprimiu na vida quotidiana dos portugueses. Trata-se de uma reflexão crítica sobre a herança da Revolução dos Cravos e os desafios identitários do Portugal contemporâneo. Situada no período turbulento do PREC (Processo Revolucionário em Curso), a narrativa acompanha a família Storm, cujos membros representam diferentes reações ao novo contexto político. Esta estrutura familiar funciona como metáfora da fragmentação social que emergiu após a revolução. Através da trajetória dos protagonistas divididos entre a memória e o desencanto, a obra propõe uma leitura da mudança enquanto processo individual, coletivo e emocional. Este artigo analisa a obra à luz do contexto histórico de 1974 e do processo revolucionário, destacando o papel da memória, da narrativa e da transformação interior como motores da verdadeira revolução a partir das vivências de uma família portuguesa.