Amílcar Guerra
A pesar de la escasez de información sobre los contextos arqueológicos de la escritura del Suroeste, disponemos de datos que nos permiten caracterizar esta realidad. Parece clara la asociación de los vestigios epigráficos tanto con necrópolis «de cistas» como con aquellas vinculadas a túmulos. Por el contrario, estas manifestaciones epigráficas no se documentan en el universo funerario «de recintos» ni en las deposiciones en fosa «orientalizantes». Reconociendo la diferencia entre la cultura material del territorio de las estelas epigrafiadas y la de otras áreas —diferencia que se refleja igualmente en los contextos de hábitat—, se formulan algunas consideraciones de carácter cultural sobre esta dicotomía. Al combinar los datos arqueológicos con la información de los textos clásicos, se cuestiona la asociación entre esta escritura y los conios y se prefiere relacionarla con los celtas.
Despite the scarcity of information on the archaeological contexts of Southwestern script, sufficient data exist to allow some characterisation of this phenomenon. Theepigraphic remains appear clearly associated both with “cist” cemeteries and with those linked to tumuli. By contrast, such epigraphic manifestations are absent from the “enclosure” funerary universe and from the “Orientalising” pit burials. Acknowledging the differences between the material culture of the territory of the inscribed stelae and that of other areas—also reflected in settlement contexts—some cultural considerations are drawn regarding this dichotomy.Combining archaeological evidence with information from classical sources, the traditional association of this script with the Conii is questioned, and a stronger connection with the Celtics is preferred.
Apesar da escassez de informação sobre os contextos arqueológicos da escrita do Sudoeste, dispomos já de dados que nos permitem caracterizar de algo forma esta realidade. Parece clara a associação dos vestígios epigráficos tanto a necrópoles “de cistas”, como as que se associam a tumuli. Ao contrário, estas manifestações epigráficas não ocorrem no universo funerário “de recintos” nem nas deposições em fossa das necrópoles “orientalizantes”. Reconhecendo a diferença entre a cultura material do território das estelas epigrafadas e outras áreas do sul do Alentejo e do Algarve, reflectida igualmente nos contextos de habitat, tecem-se algumas considerações de natureza cultural sobre esta dicotomia. Juntando os dados arqueológicos com a informação dos textos clássicos, questiona-se a associação entre esta escrita e os Cónios e prefere-se a sua relação com os Célticos.