José Vieira
Published in 2018, Treze Cartas e Três Bilhetes de Rachel Cohen, by Mário Cláudio, comes out on the 130th anniversary of the release of The Maias as a tribute to the great Portuguese novelist of the 1800s. The purpose of the following article is to reflect on the question of the character’s survival and the mechanisms adopted, such as transfictionality. The spaces left blank by Eça de Queirós, nebulous narratives, are utilised by Mário Cláudio who uses them as a means of giving continuity to figures who would otherwise not reach the level of a great literary character with human density and psychological complexity, as is the case of Raquel Cohen. As well as analysing Raquel’s survival, I will also look at João da Ega and Alencar, in order to understand how the suggestive Queirosiano silences take on new contours in Cláudio’s narrative.
Publicado em 2018, Treze Cartas e Três Bilhetes de Rachel Cohen, de Mário Cláudio, surge nos 130 anos do lançamento d´Os Maias como forma de homenagem ao grande romancista português de Oitocentos. O seguinte artigo tem como propósito refletir sobre a questão da sobrevida da personagem e respetivos mecanismos adotados, como a transficcionalidade. Os espaços deixados em branco por Eça de Queirós, nebulosas narrativas, são aproveitados por Mário Cláudio que os utiliza como meio de dar continuidade a figuras que, doutra forma, não atingiriam o patamar de uma grande personagem literária com densidade humana e complexidade psicológica, como é o caso de Raquel Cohen. Em concomitância com a análise da sobrevida de Raquel, abordarei, também, João da Ega e Alencar, de modo a perceber como é que os sugestivos silêncios queirosianos ganham novos contornos na narrativa claudiana.