Madrid, España
La Guerra Civil española, ocho décadas después de su final, continúa siendo en la novelística española contemporánea un escenario recurrente para contextualizar muy diversas narraciones. No obstante, en los últimos años ha aparecido un grupo de jóvenes creadores que han apostado por ciertas particularidades temáticas y formales en sus textos sobre el conflicto, lo que ha provocado el surgimiento de nuevas fórmulas para aproximarse al relato y reconstrucción de la memoria reciente en el país. En las novelas de estos escritores se aborda la memoria personal, familiar o colectiva de un modo singular, con el objetivo de problematizarla, y llama la atención, entre otros rasgos comunes, la presencia de lo fantasmagórico en sus trabajos. Aunque en este artículo se analizan diferentes obras literarias relacionadas con la Guerra Civil, se profundiza en Paisaje nacional (2024), de Millanes Rivas, ya que permite estudiar de forma paradigmática estos novedosos y originales planteamientos narrativos.
Eight decades after its end, the Spanish Civil War continues to be a recurring setting in contemporary Spanish fiction, providing context for a wide variety of narratives. In recent years, however, a group of young writers has emerged who have opted for certain thematic and formal particularities in their texts on the conflict, giving rise to new approaches to the narrative and reconstruction of recent memory in the country. The novels of these writers address personal, family, or collective memory in a unique way, with the aim of problematising it, and among other common features, the presence of the ghostly in their works is striking. Although this research analyses different literary works related to the Civil War, it focuses in depth on Paisaje nacional (2024) by Millanes Rivas, as it allows for a paradigmatic study of these novel and original narrative approaches.
A Guerra Civil espanhola, oito décadas após o seu fim, continua a ser, na ficção espanhola contemporânea, um cenário recorrente para contextualizar narrativas muito diversas. No entanto, nos últimos anos, surgiu um grupo de jovens criadores que apostaram em certas particularidades temáticas e formais nos seus textos sobre o conflito, o que provocou o surgimento de novas fórmulas para abordar a narrativa e a reconstrução da memória recente do país. Nos romances desses escritores, a memória pessoal, familiar ou coletiva é abordada de maneira singular, com o objetivo de problematizá-la, e chama a atenção, entre outras características comuns, a presença do fantasmagórico em suas obras. Embora este artigo analise diferentes obras literárias relacionadas com a Guerra Civil, aprofunda-se em Paisaje nacional (2024), de Millanes Rivas, uma vez que permite estudar de forma paradigmática estas abordagens narrativas inovadoras e originais.