En este artículo pretendo explorar la tradición épica de la Zargueida de Francisco de Paula Medina y Vasconcelos, que celebra el descubrimiento de Madeira. Bajo la autoridad del príncipe Enrique el Navegante, João Gonçalves Zarco llegó a la isla desconocida, convirtiéndose en su cultivador y colono. La acción de la Zargueida alterna entre el plano histórico (los preparativos del viaje por mar y la llegada a Madeira) y el asombro pagano (las acciones de los dioses a favor y en contra de la misión portuguesa). El ilustre navegante, apoyado por el infante y el rey Juan I, cuenta también con el favor de Júpiter, Baco y las deidades marinas, pero encuentra la oposición de Pan y los monstruos infernales. La victoria de Baco (dios de las viñas) sobre Pan (dios de los bosques y de las tierras baldías) representa el proceso de aculturación del nuevo espacio insular portugués.
Neste artigo, pretendo explorar a tradição épica na Zargueida de Francisco de Paula Medina e Vasconcelos, que celebra o descobrimento da Madeira. Sob a autoridade do Infante D. Henrique, João Gonçalves Zarco chega à ilha desconhecida, tornando-se o seu cultor e povoador. A acção da Zargueida alterna entre o plano histórico (os preparativos da viagem marítima e a chegada à Madeira) e o maravilhoso pagão (as acções dos deuses a favor e contra a missão portuguesa). O ilustre navegador, apoiado pelo Infante e pelo rei D. João I, conta também com o favor de Júpiter, Baco e das divindades marinhas, mas encontra a oposição de Pã e dos monstros infernais. A vitória de Baco (o deus das vinhas) sobre Pã (o deus dos bosques e da terra inculta) representa o processo de aculturação do novo espaço insular português.
In this article, I explore the epic tradition in Francisco de Paula Medina e Vasconcelos’s Zargueida, which celebrates the discovery of Madeira. Acting under the authority of Prince Henry the Navigator, João Gonçalves Zarco reaches the unknown island and becomes its cultivator and settler. The narrative of Zargueida alternates between the historical plane—depicting the preparations for the sea voyage and the arrival in Madeira—and the pagan supernatural—represented by the interventions of gods both supporting and opposing the Portuguese mission. The famous navigator, backed by Prince Henry and King John I, also enjoys the favor of Jupiter, Bacchus and the marine deities, but faces the opposition of Pan and infernal monsters. The victory of Bacchus (the god of the vine) over Pan (the god of forests and uncultivated lands) represents the process of acculturation of the new Portuguese island.