Colombia
Este artículo introduce y clarifica el concepto de “Discurso con D mayúscula” (“Big D Discourse”), una expresión desarrollada por James Paul Gee (1990, 1999) para describir las formas integradas en las que las personas actúan y son reconocidas como “tipos de personas” social e históricamente significativos. Mientras que el lenguaje suele considerarse de formarestringida como una herramienta para transmitir información, este artículo sostiene que todo acto de habla y de escritura implica simultáneamente decir (informar), hacer (actuar) y ser (representar una identidad). Por lo tanto, comprender el lenguaje conlleva atender no solo a las palabras, sino también a las prácticas sociales, a las identidades, a los valores y a los elementos materiales —como la vestimenta, las herramientas, los gestos y las tecnologías— que configuran una participación significativa en mundos sociales específicos. El Discurso con D mayúscula, que abarca estas combinaciones integradas, se distingue del “discurso con d minúscula”, el cual se refiere a segmentos concretos del lenguaje en uso. El artículo ilustra el concepto a partir de ejemplos tomados de las aulas, de las identidades cotidianas y de la interacción entre los Discursos primarios (aprendidos en la vida familiar y comunitaria temprana) y los Discursos secundarios (aprendidos en instituciones como la escuela o el lugar de trabajo). Además, sitúa el concepto de Discurso con D mayúscula en relación con nocionesafines —como “comunidades de habla” y “comunidades de práctica”—, y argumenta que ningún marco teórico, por sí solo, puede dar cuenta plenamente de la complejidad que surge en la intersección entre lenguaje, identidad y vida social. Más bien, el Discurso con D mayúscula ofrece una perspectiva útil para comprender cómo funciona el lenguaje, no solo como medio de comunicación, sino, además, como recurso central para negociar las identidades, las prácticas sociales y las historias culturales a través del tiempo y del espacio.
This paper introduces and clarifies the concept of “Big D Discourse,” a term developed by Gee (1990, 1999) to describe the integrated ways in which people enact andare recognized as socially and historically significant “kinds of people.” While language is often viewed narrowly as a tool for conveying information, this paper argues that every act of speaking or writing simultaneously involves saying (informing), doing (acting), and being (enacting identity). Understanding language thus requires attending not only to words but also to the social practices, identities, values, and material elements—clothing, tools, gestures, technologies—that constitute meaningful participation in specific social worlds. Big D Discourses, which encompass these integrated combinations, stand apartfrom “discourse” (small d), which refers to individual stretches of language. The paper illustrates the concept through examples from classrooms, everyday identities, and the interplay between primary Discourses (acquired in early family and community life) and secondary Discourses (learned through institutions such as schools and workplaces). It also situates Big D Discourse among related concepts—such as “speech communities” and “communities of practice”—arguing that no single framework can capture the complexity of how language, identity, and social life intersect. Rather, Big D Discourse provides one lens for understanding how language functions not just as communication,but as a central resource for negotiating identities, social practices, and cultural histories across time and space.
Cet article introduit et clarifie le concept de « Discours avec un D majuscule » (« Big D Discourse »), une expression développée par James Paul Gee (1990, 1999) pour décrire les formes intégrées par lesquelles les individus agissent et sont reconnus comme des « types de personnes » socialement et historiquement significatifs. Alors que le langage est souvent considéré de manière restreinte comme un outil de transmission d’informations, cet article soutient que tout acte de parole et d’écriture implique simultanément dire (informer), faire (agir) et être (représenter une identité). Ainsi, comprendre le langage suppose de prêter attention non seulement aux mots, mais aussi aux pratiques sociales, aux identités, aux valeurs et aux éléments matériels —tels que l’habillement, les outils, les gestes et les technologies— qui rendent possible une participation significative dans des mondes sociaux spécifiques. Le Discours avec un D majuscule, qui englobe ces combinaisons intégrées, se distingue du « discours avec un d minuscule », qui renvoie à des segments concrets du langage en usage. L’article illustre ce concept à partir d’exemples tirés des salles de classe, des identités quotidiennes et de l’interaction entre les Discours primaires (acquis dans la vie familiale et communautaire précoce) et les Discours secondaires (appris dans des institutions comme l’école ou le lieu de travail). De plus, il situe le concept de Discours avec un D majuscule en relation avec des notions voisines —telles que « communautés de parole » et « communautés de pratique »—, et avance qu’aucun cadre théorique, pris isolément, ne peut rendre pleinement compte de la complexité qui émerge à l’intersection du langage, de l’identité et de la vie sociale. Le Discours avec un D majuscule offre plutôt une perspective utile pour comprendre le fonctionnement du langage, non seulement comme moyen de communication, mais aussi comme ressource centrale permettant de négocier identités, pratiques sociales et histoires culturelles à travers le temps et l’espace.
Este artigo introduz e esclarece o conceito de “Discurso com D maiúsculo” (“Big D Discourse”), uma expressão desenvolvida por James Paul Gee (1990, 1999) para descrever as formas integradas pelas quais as pessoas atuam e são reconhecidas como “tipos de pessoas” social e historicamente significativos. Enquanto a linguagem costuma ser considerada de maneira restrita como uma ferramenta para transmitir informação, este artigo sustenta que todo ato de fala e de escrita implica simultaneamente dizer (informar), fazer (agir) e ser (representar uma identidade). Portanto, compreender a linguagem envolve atentar não apenas para as palavras, mas também para as práticas sociais, as identidades, os valores e os elementos materiais —como a vestimenta, as ferramentas, os gestos e as tecnologias— que possibilitam uma participação significativa em mundos sociais específicos. O Discurso com D maiúsculo, que abrange essas combinações integradas, distingue-se do “discurso com d minúsculo”, referente a segmentos concretos da linguagem em uso. O artigo ilustra o conceito a partir de exemplos retirados das salas de aula, das identidades cotidianas e da interação entre os Discursos primários (aprendidos na vida familiar e comunitária inicial) e os Discursos secundários (aprendidos em instituições como a escola ou o local de trabalho). Além disso, situa o conceito de Discurso com D maiúsculo em relação a noções afins —como “comunidades de fala” e “comunidades de prática”—, e argumenta que nenhum quadro teórico, por si só, pode dar conta plenamente da complexidade que emerge na interseção entre linguagem, identidade e vida social. Mais do que isso, o Discurso com D maiúsculo oferece uma perspectiva útil para compreender como a linguagem funciona, não apenas como meio de comunicação, mas também como recurso central para negociar identidades, práticas sociais e histórias culturais ao longo do tempo e do espaço.