Reflexionar sobre la ficción latinoamericana exige al lector comprender las ideas y los tipos que acercan a los personajes y también sugieren distancia, uno de los fundamentos de la literatura comparada. Por lo tanto, se comparan las literaturas de João Guimarães Rosa y Juan Rulfo con personajes elaborados a través de una representación de parte de la cultura latinoamericana con aspectos de errantes en "La hora y el tiempo de Augusto Matraga", el noveno relato de Sagarana, el primer libro de João Guimarães Rosa de 1946, así como con Juan Preciado, personaje de Pedro Páramo, novela de 1955 del mexicano Juan Rulfo. En este análisis, los personajes son vistos como seres errantes y vagabundos cuyo itinerario es la búsqueda de redención, un sentido de familia, lugar e identidad. Estos temas son fragmentados por los autores, exponiendo la incertidumbre tanto de Augusto Matraga como de Juan Preciado. Ya sea el silencio y la naturaleza de quienes más viven en un lugar consumido por el polvo y los murmullos de quienes ya dejaron esta vida, o aquellos que buscan renacer en un espacio que sugiere vida y violencia en igual medida, los personajes de João Guimarães Rosa y Juan Rulfo son un retrato de quienes sobreviven en un mundo caótico y desordenado, regido por los códigos de quienes comandan y ordenan este espacio.
Reflecting on Latin American fiction calls upon the reader to understand the ideas and types that bring the characters closer together and also suggest distance, one of the foundations of comparative literature. Therefore, the literatures of João Guimarães Rosa and Juan Rulfo are compared with characters that are elaborated through a representation of part of Latin American culture with aspects of wanderers in "The Hour and Time of Augusto Matraga," the ninth story in Sagarana, João Guimarães Rosa's debut book in 1946, as well as Juan Preciado, a character from Pedro Páramo, a 1955 novel by the Mexican Juan Rulfo. In this analysis, the characters are viewed as wanderers and errant beings whose itinerary is the search for redemption, a sense of family, place, and identity. These themes are fragmented by the authors, exposing the uncertainty for both Augusto Matraga and Juan Preciado. Whether it's the silence and nature of those who live most in a place consumed by dust and the murmurs of those who have already left this life, or those seeking rebirth in a space that suggests life and violence in equal measure, the characters of João Guimarães Rosa and Juan Rulfo are a portrait of those who survive in a chaotic and disordered world, ruled by the codes of those who command and order this space.
Refletir a ficção latino-americana convoca o leitor para a compreensão das ideias e tipos que fazem os personagens se aproximarem e também sugerirem distanciamento, um dos fundamentos da literatura comparada. Portanto, cotejam-se as literaturas de João Guimarães Rosa e Ruan Rulfo com personagens que são elaborados por uma representação de parte da cultura latino-americana com aspectos de errantes em Ahora e vez de AugustoMatraga, nono conto de Sagarana, livro de estreia de João Guimarães Rosa em 1946, assim como Juan Preciado, personagem de Pedro Páramo, romance de 1955, do mexicano Juan Rulfo. Nessa análise os personagens são perspectivados como andarilhos e errantes tendo como itinerário a busca por redenção, senso de família, lugar e identidade. Esses temas são fragmentados pelos autores que expõe a incerteza tanto para Augusto Matraga como para Juan Preciado. Seja pelo silêncio e natureza dos que mais vivem em um lugar consumido pela poeira e pelos murmúrios dos que já se foram da vida ou por quem busca renascer em um espaço que lhe sugere vida e violência na mesma proporção. São os personagens de João Guimarães Rosa e de Juan Rulfo o retrato de quem sobrevive em um mundo caótico e desordenado pelos códigos dos que mandam e ordenam esse espaço.