Este artículo busca destacar las tensiones y limitaciones del personaje/autor ante los cambios de posición social y su inserción en el campo literario. Para ello, analizamos el volumen 1 (Osasco) de la obra Casa de Alvenaria, de Carolina Maria de Jesus, con base en dos objetivos específicos: 1) Presentar a Carolina Maria de Jesus dentro del panorama literario brasileño, verificando los obstáculos que enfrentó para su inserción en este; 2) analizar, a partir de la obra, las turbulencias de estar en la sala de estar, considerando la ciudad y la escritura literaria como territorios demarcados y en disputa. El artículo se sustenta en la contribución teórica de Dalcastagnè al abordar la literatura brasileña contemporánea como un territorio en disputa y a Carolina Maria de Jesus como una voz insumisa en esta literatura; Kilomba, sobre los espacios de legitimación y poder en el campo literario;
Jacino y Palma, sobre el concepto de vagancia o vagabundeo como criminalización en la legislación brasileña; Woolf, para analizar los conflictos entre ser mujer y ser escritora de ficción; González, sobre las implicaciones de ser mujer negra en la sociedad brasileña posterior a 1964; y Bourdieu y el mercado de bienes simbólicos, entre otros estudiosos considerados necesarios. Se concluye que la autora no solo narra su trayectoria personal, sino que también implementa, a través de la escritura, una crítica contundente de la estructura social y cultural del país, simbolizando el valor de la literatura como espacio de denuncia, memoria y afirmación de la identidad.
Este artigo procura evidenciar as tensões e contenções da personagem/autora em face das mudanças de lugar social e inserção no campo literário. Com isso, objetivamos analisar o volume 1 (Osasco), da obra Casa de Alvenaria, de Carolina Maria de Jesus, a partir de dois objetivos específicos: 1) Apresentar Carolina Maria de Jesus no cenário da literatura brasileira, verificando os obstáculos enfrentados para a inserção dela neste cenário; 2) analisar, a partir da obra, as turbulências de se estar na sala de visita, considerando-se a cidade e a escrita literária como territórios demarcados e contestados. O artigo apoia-se no aporte teórico de Dalcastagnè ao falar da literatura brasileira contemporânea como um território contestado e de Carolina Maria de Jesus como uma voz insubmissa nesta literatura; Kilomba, sobre os espaços de legitimação e poder no campo literário;
Jacino e Palma, sobre o conceito de vadiagem ou vagabundagem como criminalização na lei brasileira; Woolf, para falar sobre os conflitos entre ser mulher e ser escritora de ficção; González, sobre as implicações de ser uma mulher negra na sociedade brasileira pós-1964; Bordieu e o mercado de bens simbólicos; dentre outros estudiosos que se fizeram necessários. Conclui-se, que a autora não apenas narra a sua carreira pessoal, mas também implementa, por meio da escrita, uma crítica concludente à estrutura social e cultural do país, simbolizando o valor da literatura como espaço de denúncia, de memória e de afirmação identitária
This paper seeks to highlight the tensions and constraints of the character/author in the face of changes in social position and insertion into the literary field. To this end, we aim to analyze volume (Osasco) of the work Casa de Alvenaria, by Carolina Maria de Jesus, based on two specific objectives: 1) To present Carolina Maria de Jesus within the Brazilian literary scene, verifying the obstacles she faced for her insertion into this scene; 2) to analyze, based on the work, the turbulences of being in the living room, considering the city and literary writing as demarcated and contested territories. The article is supported by the theoretical contribution of Dalcastagnè when discussing contemporary Brazilian literature as a contested territory and Carolina Maria de Jesus as an unsubmissive voice in this literature; Kilomba, on the spaces of legitimation and power in the literary field;
Jacino and Palma, on the concept of vagrancy or vagabondage as a criminalization in Brazilian law; Woolf, to discuss the conflicts between being a woman and being a fiction writer; González, on the implications of being a Black woman in post-1964 Brazilian society; Bourdieu and the market of symbolic goods; among other scholars who were deemed necessary. It is concluded that the author not only narrates her personal career but also implements, through writing, a conclusive critique of the country's social and cultural structure, symbolizing the value of literature as a space for denunciation, memory, and identity affirmation.