Argentina
Este artículo examina la política lingüística del español como lengua segunda (ELS) en un programa de alfabetización destinado a alumnado rusoparlante en una escuela primaria urbana de la ciudad de Córdoba, Argentina. El objetivo es analizar las potencialidades y limitaciones de ese dispositivo y explorar las ideologías lingüísticas que subyacen en los discursos y en las prácticas de enseñanza implementadas. Desde una perspectiva etnográfica y crítica de la política lingüística (Hornberger y Johnson 2011) y en diálogo con la teoría de la política lingüística (Spolsky 2007, 2009), el análisis articula registros etnográficos de reuniones de planificación y observaciones de aula con documentos institucionales y curriculares. Los resultados muestran que las ideologías plurilingües que orientan las prácticas pedagógicas del programa entran en tensión con el mandato monolingüe que subyace en los discursos institucionales y en la normativa curricular provincial. Se concluye que, aunque el programa presenta un carácter innovador en sus dimensiones didácticas, no logró constituirse en una política pública sostenida. El análisis contribuye a visibilizar la necesidad de políticas lingüísticas educativas que reconozcan el plurilingüismo como recurso pedagógico en contextos de migración.
Este artigo examina a política linguística do espanhol como língua segunda (ELS) em um programa de alfabetização destinado a estudantes falantes de russo em uma escola de ensino fundamental da cidade de Córdoba, Argentina. O objetivo é analisar as potencialidades e limitações do dispositivo e explorar as ideologias linguísticas que subjazem aos discursos e às práticas de ensino implementadas. A partir de uma perspectiva etnográfica e crítica da política linguística (Hornberger e Johnson 2011) e em diálogo com a teoria da política linguística (Spolsky 2007, 2009), a análise articula registros etnográficos de reuniões de planejamento e observações de aulas com documentos institucionais e diretrizes curriculares. Os resultados mostram que as ideologias plurilíngues que orientam as práticas pedagógicas do programa entram em tensão com o mandato monolíngue subjacente aos discursos institucionais e à diretriz curricular provincial. Conclui-se que, embora o programa apresente um caráter inovador em suas dimensões didáticas, não conseguiu constituir-se como uma política pública efetiva. A análise contribui para tornar visível a necessidade de políticas linguísticas educacionais que reconheçam o plurilinguismo como recurso pedagógico em contextos de migração.
This article examines the language policy of Spanish as a second language (SSL) in a literacy program for Russian-speaking students at an urban primary school in Córdoba, Argentina. The aim is to analyze the potentialities and limitations of this educational device and to explore the language ideologies underlying the discourses and teaching practices implemented. Drawing on an ethnographic and critical approach to language policy (Hornberger and Johnson 2011) and on language policy theory (Spolsky 2007, 2009), the analysis integrates ethnographic records of planning meetings and classroom observations with institutional and curricular documents. The results show that the plurilingual ideologies guiding the program's pedagogical practices are in tension with the monolingual mandate underlying institutional discourses and provincial curricular regulations. It is concluded that, although the program is innovative in its didactic dimensions, it did not succeed in becoming a sustained public policy. The analysis contributes to highlighting the need for educational language policies that recognize plurilingualism as a pedagogical resource in migration contexts.