Salamanca, España
Helsinki, Finlandia
Este artículo examina la política lingüística de Paraguay desde una perspectiva decolonial, centrándose en la situación de las lenguas indígenas minorizadas excluidas del modelo bilingüe oficial español-guaraní. En este contexto, aunque el modelo paraguayo suele esgrimirse como un ejemplo de gestión bilingüe, se pone de manifiesto cómo este sigue reproduciendo jerarquías coloniales e invisibilizando a otras lenguas y pueblos originarios. A partir de una investigación etnográfica en el ámbito educativo, que incluye observación participante, análisis del paisaje lingüístico y entrevistas con docentes en contextos indígenas multilingües, analizamos críticamente la política lingüística estatal, tanto en su formulación como en su recepción. Los resultados evidencian la necesidad de reorientar la política lingüística hacia un enfoque decolonial que reconozca la diversidad lingüística real del país y otorgue centralidad a las demandas y a la agencia de los pueblos indígenas, actores fundamentales en los procesos de descolonización epistemológica y lingüística.
This article examines Paraguay’s language policy from a decolonial perspective, focusing on the situation of minoritized Indigenous languages excluded from the official Spanish-Guaraní bilingual model. Although the Paraguayan model is often presented as an example of successful bilingual language management, this study shows how it continues to reproduce colonial hierarchies while rendering other Indigenous languages and peoples invisible. Drawing on ethnographic research in the educational field —including participant observation, linguistic landscape analysis, and interviews with teachers working in multilingual Indigenous contexts— this article critically analyzes state language policy both in its formulation and in its reception. The findings highlight the need to reorient language policy toward a decolonial approach that acknowledges the country’s actual linguistic diversity and places the demands and agency of Indigenous peoples at the center, recognizing them as key actors in processes of epistemological and linguistic decolonization.
Este artigo examina a política linguística do Paraguai a partir de uma perspectiva decolonial, com foco na situação das línguas indígenas minorizadas excluídas do modelo bilíngue oficial espanhol-guarani. Nesse contexto, embora o modelo paraguaio seja frequentemente apresentado como um exemplo de gestão bilíngue, evidencia-se como ele continua a reproduzir hierarquias coloniais e a invisibilizar outras línguas e povos originários. Com base em uma pesquisa etnográfica no campo educacional, que inclui observação participante, análise da paisagem linguística e entrevistas com docentes em contextos indígenas multilíngues, analisamos criticamente a política linguística estatal, tanto em sua formulação quanto em sua recepção. Os resultados evidenciam a necessidade de reorientar a política linguística para uma abordagem decolonial que reconheça a diversidade linguística efetiva do país e que atribua centralidade às demandas e à agência dos povos indígenas, atores fundamentais nos processos de descolonização epistemológica e linguística.