Warszawa, Polonia
México
Este artículo aborda un tema poco explorado dentro de la sociolingüística latinoamericana: las políticas lingüísticas aplicadas en los servicios públicos de salud. Se centra en el caso de México, donde el sistema sanitario busca atender a todos los sectores sociales, incluidos los pueblos originarios. Sin embargo, las barreras culturales y lingüísticas que enfrentan las personas cuya lengua materna es una lengua indígena siguen siendo un desafío significativo dentro de la salud pública. En este trabajo, analizamos el problema desde tres perspectivas. Primero, examinamos la evolución de las políticas lingüísticas en el ámbito oficial y legal desde la conformación del sistema de salud pública en México. Segundo, a partir de casos concretos, estudiamos cómo operan los servicios de salud en contextos de diversidad lingüística y cuál es la influencia real de las políticas públicas en las prácticas clínicas. Tercero, revisamos las iniciativas locales, muchas de ellas impulsadas por las propias comunidades indígenas, que buscan facilitar el acceso a la atención médica pese a las barreras lingüísticas y culturales.
This article concerns such an understudied topic in Latin American sociolinguistics as language policies implemented in public health services. It focuses on the case of Mexico, where the health system aims to serve all social sectors, including Indigenous peoples. However, the cultural and linguistic barriers faced by people whose mother tongue is an Indigenous language remain a significant challenge within public health. In this paper, we analyze the problem from three perspectives. First, we examine the evolution of language policies in the official and legal sphere since the establishment of the public health system in Mexico. Second, using specific cases, we study how health services operate in contexts of linguistic diversity and the actual influence of the official policy on the clinical practices. Third, we review local initiatives, many of them driven by Indigenous communities themselves, that seek to facilitate access to medical care despite linguistic and cultural barriers.
Este artigo aborda um tema pouco explorado na sociolinguística latino-americana: as políticas linguísticas implementadas nos serviços de saúde pública. O foco recai sobre o caso do México, onde o sistema de saúde visa atender a todos os setores sociais, incluindo os povos indígenas. No entanto, as barreiras culturais e linguísticas enfrentadas por indivíduos cuja língua materna é uma língua indígena continuam sendo um desafio significativo na saúde pública. Neste estudo, analisamos a questão sob três perspectivas. Primeiramente, examinamos a evolução das políticas linguísticas nos níveis oficial e jurídico desde a criação do sistema de saúde pública do México. Em segundo lugar, com base em casos específicos, estudamos como os serviços de saúde operam em contextos de diversidade linguística e a influência real das políticas públicas nas práticas clínicas. Em terceiro lugar, analisamos iniciativas locais, muitas delas impulsionadas pelas próprias comunidades indígenas, que buscam facilitar o acesso ao atendimento médico, apesar das barreiras linguísticas e culturais.