Argentina
En un contexto marcado por la violencia institucional y políticas de hostilidad hacia las personas migrantes, diversos actores sociales desarrollaron intervenciones glotopolíticas dirigidas a la comunidad senegalesa, las cuales buscaron incidir en sus subjetividades para hacer frente a dicha problemática. En este artículo analizamos cursos de español surgidos en 2018 (dos intervenciones estatales y dos de organizaciones sociales), para contrastar los modelos de subjetividad que proponen: el sujeto emprendedor y pluricultural y el sujeto político migrante y trabajador de la economía popular. Recurrimos a un enfoque cualitativo que, desde la glotopolítica, articula el análisis del discurso y herramientas etnográficas, para examinar sus ideologías lingüísticas, propuestas pedagógicas y el reparto social de la palabra. Los resultados indican que las políticas estatales tienden a la subalternización u objetivación cultural del migrante, mientras que las iniciativas de las organizaciones buscan fomentar un tipo de sujeto capaz de incidir en las problemáticas sociopolíticas, pero que en ocasiones resulta distante de las propias subjetividades de este grupo migratorio. Frente a estas propuestas, mostramos la forma en que algunos miembros de la comunidad senegalesa ejercen prácticas vinculadas con las subjetividades promovidas por estas intervenciones, haciéndolas convivir con sus estrategias para participar en la sociedad argentina.
In a context marked by institutional violence and hostile policies toward migrants, various social actors developed glottopolitical interventions aimed at the Senegalese community, seeking to influence their subjectivities to address this issue. This article analyzes Spanish courses established in 2018 —specifically, two state-led interventions and two organized by grass-roots organizations— to contrast the models of subjectivity they propose: the entrepreneurial subject on one hand, and the political migrant subject and the popular economy worker on the other. Employing a qualitative approach that integrates discourse analysis and ethnographic tools from a glottopolitical perspective, we examine their linguistic ideologies, pedagogical proposals, and the social distribution of speech. The findings indicate that state policies tend toward the subalternization or cultural objectification of the migrant. Conversely, grass-roots organizations seek to foster a type of subject capable of intervening in socio-political issues, though this model at times diverges from the actual subjectivities of the migrant group. In response to these proposals, we illustrate how certain members of the Senegalese community engage in practices linked to the subjectivities promoted by these interventions, navigating them alongside their own strategies for participating in Argentine society.
Em um contexto marcado pela violência institucional e por políticas de hostilidade em relação às pessoas migrantes, diversos atores sociais desenvolveram intervenções glotopolíticas direcionadas à comunidade senegalesa, as quais buscaram incidir em suas subjetividades para enfrentar essa problemática. Neste artigo, analisamos cursos de espanhol surgidos em 2018 (duas intervenções estatais e duas de organizações de base), a fim de contrastar os modelos de subjetividade que propõem: o sujeito empreendedor, por um lado, e o sujeito político migrante e o trabalhador da economia popular, por outro. Recorremos a uma abordagem qualitativa que, a partir da glotopolítica, articula a análise do discurso e ferramentas etnográficas para examinar suas ideologias linguísticas, propostas pedagógicas e a distribuição social da palavra. Os resultados indicam que as políticas estatais tendem à subalternização ou à objetivação cultural do migrante, enquanto as iniciativas das organizações de base buscam fomentar um tipo de sujeito capaz de intervir nas problemáticas sociopolíticas, mas que, por vezes, distancia-se das próprias subjetividades desse grupo migratório. Diante dessas propostas, exemplificamos a forma como alguns membros da comunidade senegalesa exercem práticas vinculadas às subjetividades promovidas por essas intervenções, articulando-as com suas próprias estratégias de participação na sociedade argentina.