Brasil
En este artículo me propongo comprender cómo se comparten y reestructuran los repertorios lingüísticos en el grupo de tejedoras de Rio Vermelho, en Florianópolis, Santa Catarina (Brasil), revelando modos de aprendizaje, movimientos de identidad y pertenencia, así como las ideologías y relaciones de poder que atraviesan su práctica. A partir de los supuestos teóricos y metodológicos de la etnografía del habla, realicé observación participante, integrándome al grupo como investigadora y aprendiz, y entrevistas etnográficas. El análisis muestra que el grupo constituye un espacio de aprendizaje situado, donde se coproducen saberes técnicos, culturales y lingüísticos. Al mismo tiempo, pone de relieve cómo las jerarquías e ideologías lingüísticas influyen en las percepciones de las hablantes, revelando el círculo de encaje como un espacio de resistencia simbólica.
In this article, I aim to understand how linguistic repertoires are shared and restructured within the lacemaking group of Rio Vermelho, in Florianópolis, Santa Catarina (Brazil), revealing modes of learning, movements of identity and belonging, and the ideologies and power relations that permeate this practice. Drawing on the theoretical and methodological principles of the ethnography of speaking, I conducted participant observation, taking part in the group as both researcher and learner, as well as ethnographic interviews. The analysis shows that the lacemaking group functions as a space of situated learning, where technical, cultural, and linguistic knowledge are co-produced. At the same time, it highlights how linguistic hierarchies and ideologies shape speakers’ perceptions, revealing the lacemaking circle as a site of symbolic resistance.
Neste artigo, meu objetivo é entender como repertórios linguísticos são compartilhados e reestruturados no grupo das rendeiras do Rio Vermelho, em Florianópolis, Santa Catarina (Brasil), revelando modos de aprendizagem, movimentos identitários e de pertencimento e ideologias e relações de poder que permeiam a prática. A partir de pressupostos teórico-metodológicos da etnografia da fala, realizei observação participante, inserida no grupo como investigadora e aprendiz, e também entrevistas etnográficas. Pude observar que o grupo das rendeiras é um espaço de aprendizagem situada, onde saberes técnicos, culturais e linguísticos são coproduzidos. Ao mesmo tempo, fica evidente como hierarquias e ideologias linguísticas afetam a percepção das falantes, revelando a roda de renda como um lugar de resistência simbólica.