Brasil
El presente artículo busca estudiar las formas en que se ejecutan la apropiación y el translingüismo como procedimientos estéticos en la obra Otono (sic) (2017), del poeta venezolano Luis Moreno Villamediana (1966). En ella, a través de la apropiaciónde materiales de diversas obras poéticas, se desfiguran las nociones de propiedad y autoría, a la vez que se expresa una perenne extranjería, por la que transita , además, una hechura del poema como ente pensante en tanto existe como teoría de su proceso de traducción en continuas versiones. De esta forma, se procura hacer énfasis en la traducción como una mecánica de la que deviene de la apropiación, la cual se reitera, con diferentes rasgos, en los casos a ser analizados de la obra, configurando una poética a ser clasificada en la poesía venezolana del siglo XXI.
Este artigo busca estudar os modos pelos quais a apropriação e o translinguismo se realizam como procedimentos estéticos na obra Otono (sic) (2017), do poeta venezuelano Luis Moreno Villamediana (1966). Nela, por meio da tomada de materiais de obras poéticas diversas, as noções de propriedade e autoria são desfiguradas, ao mesmo tempo em que expressam uma perene estrangeiridade, por onde também caminha uma construção do poema como entidade pensante na medida em que existe como teoria de seu processo tradutório em versões contínuas. Dessa forma, busco enfatizar a tradução como mecanismo do qual surge a apropriação, que se reitera, com diferentes feições, nos casos a serem analisados a partir da obra, promulgando uma poética a ser classificada na poesia venezuelana do século XXI.
This article seeks to study the ways in which appropriation and translingualism are executed as aesthetic procedures in the work Otono (sic) by the Venezuelan poet Luis Moreno Villamediana (1966). In it, through the use of materials from various poetic works, the notions of ownership and authorship are disfigured, while simultaneously expressing a perennial foreignness. Furthermore, the poem’s construction as a thinking entity exists as a theory of its translation process in continuous versions. In this way, I seek to emphasize translation as a mechanism from which appropriation emerges, which is reiterated, with different features, in the cases analyzed in the work, promulgating a poetics to be classified within 21st-century Venezuelan poetry.