Lara Ferreira Lorenzoni
Es posible que la retórica, el antiguo arte de convencer a través de la palabra, se proyecte a través del sesgo de la filosofía política, reflexionando sobre qué regímenes le convienen más. En cuanto a los democráticos, no parece haber duda de que son su entorno natural, pero el tema genera interrogantes sobre el autoritarismo. Pensando en los extremos, surge la pregunta: ¿el fascismo, a pesar de todas las barbaridades perpetradas físicamente y todo lo que representa actualmente, reflejado en el plano meramente discursivo y fuera del panorama interpretativo de los derechos humanos, en general, sería un fenómeno retórico, en los términos de la retórica realista? Este es el problema al que trata de dar respuesta el presente artículo.
É possível que a retórica, a milenar arte de convencer pela palavra, seja projetada pelo viés da filosofia política, reflexionandose sobre quais regimes melhor se lhe adequariam. Quanto aos democráticos, parece não haver dúvidas de que são o seu ambiente natural, mas o tema gera questões com relação aos autoritarismos. Pensando nos extremos, colocase a indagação: o fascismo, apesar de todas as barbaridades fisicamente perpetradas e de tudo o que atualmente representa, refletido no plano meramente discursivo e fora do panorama interpretativo dos direitos humanos, de maneira geral, seria um fenômeno retórico, nos termos da retórica realista? Esse é o problema que o presente artigo busca responder.
It is possible that rhetoric, the ancient art of convincing through words, may be projected through the bias of political philosophy, reflecting on which regimes would best suit it. As for the democratic ones, there seems to be no doubt that they are its natural environment, but the theme generates questions regarding authoritarianism. Thinking of the extremes, the question arises: would fascism, despite all the barbarities physically perpetrated and all that it currently represents, reflected on a merely discursive level and outside the interpretative panorama of human rights, in general, be a rhetorical phenomenon, in the terms of realist rhetoric? This is the problem that the present article seeks to answer.